sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Carta de apoio dos estudantes da UFRB à greve dos servidores técnicos.



O CEB, Conselho de Entidade de Base da UFRB, reunido nos dias 19, 20 e 21 de agosto no prédio da Reitoria no município de Cruz das Almas – BA, discutiu a atual situação da educação superior do país e da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia que conduziram a categoria dos servidores técnicos administrativos da UFRB a deliberar por aderir à Greve Nacional das Instituições Federais de Ensino Superior, iniciada no dia 13 de junho de 2011.

Reafirmamos o entendimento de que uma educação pública verdadeiramente de qualidade e socialmente referenciada só é possível com a valorização das trabalhadoras e dos trabalhadores na educação e o devido financiamento público das instituições com a destinação mínima de 10% do PIB nacional. Caso contrário, todo o discurso que envolva a defesa de uma educação de qualidade, do conhecimento livre dos interesses do mercado e de uma formação completa para a juventude brasileira, não passará de pura e simples demagogia.

Entendemos ainda que a construção de um país soberano perpassa pelo fortalecimento da educação pública e não com a adoção de medidas de favorecimento a rede privada de ensino, como é o caso do PROUNI e PRONATEC, programas do governo federal que inclui a destinação de mais recursos públicos para a manutenção da educação como mercadoria. Isso se evidencia com a assustadora expansão das instituições de ensino superior pagas desde a entrada de Lula no Governo Federal.

Vale ressaltar que esse ano houve um corte de R$ 3,1 bilhão na educação pública, num total de cortes que ultrapassa os R$ 50 bilhões das áreas sociais. Tudo isso para manter o famigerado pagamento da dívida pública, que amplia os lucros dos banqueiros e especuladores.

A UFRB, assim como todas as universidades públicas brasileiras, está se expandindo. A cada ano, novos cursos são criados, mais vagas são ofertadas. O que, aparentemente é algo muito bom, não se revela tão bom assim à medida que essa greve evidencia o caos estabelecido hoje em uma universidade com apenas 6 anos de criação, mas que é cotidiano à toda comunidade acadêmica.

Essa expansão é fruto de um processo de reestruturação das universidades para atender as novas necessidades do mercado, por isso mesmo são decisões vindas de cima para baixo, sem um debate amplo com toda comunidade, a citar a autorização de implantação de um campus em Feira de Santana-BA, onde a decisão partiu do Governo Federal sem levar o assunto à toda comunidade. Isso porque há uma adoção da lógica do setor privado que visa otimizar os recursos destinados a universidade, democratizando o acesso sem garantir a permanência, abertura de novos cursos sem contratação de professores efetivos (prejudicando a pesquisa e a extensão), sem aumento estrutural dos laboratórios e da Biblioteca, Restaurante Universitário e Residência. O resultado dessa política se evidencia com a proposta do novo Plano Nacional de Educação, que não garante a destinação dos 10% do PIB para Educação, que aumenta as Parcerias Público-Privadas e não prevê destinação de verba específica para a Assistência Estudantil, exatamente no momento em que o perfil do estudante começa a mudar devido a implementação do Sistema de Cotas.

Desse modo, entendemos que a pauta dos servidores (Campanha Salarial 2011 com garantia de Recursos para Carreira; Contra Congelamento de Salários por 10 anos (PL 549/09); Reposicionamento dos Aposentados no Plano de Carreira; Capacitação e Qualificação Profissional; Contra a privatização das maternidades e dos Hospitais universitários (MP 520/10) e abertura imediata de concursos públicos) converge com a histórica pauta do movimento estudantil desta universidade, pois entendemos que o atendimento destas reivindicações é dever de qualquer governo, uma vez que são requisitos para que o país tenha uma educação pública de qualidade.

Os estudantes reunidos no CEB entendem também que a greve como instrumento de luta utilizado pelos trabalhadores na educação é o último recurso. Assim, responsabilizamos única e exclusivamente o próprio governo federal pela paralisação da educação superior no país. Sendo assim, nós estudantes tornamos público nosso apoio à luta dos profissionais de educação, se colocando a disposição para somar na construção das mobilizações e no movimento grevista. Em tempo, também convocamos a categoria docente para se juntar nessa luta e se posicionar frente a essa situação, abrindo uma linha de diálogo com os estudantes e servidores para a construção de uma luta unificada.

Defendemos uma universidade que atenda aos interesses do povo, e não o lucro dos empresários. Uma universidade independente e autônoma, democrática e 100% pública. Para isso é preciso garantir um financiamento digno e respeito aos trabalhadores e trabalhadoras deste país.

Conselho de Entidades de Base da UFRB
21 de agosto de 2011

Fotos - Comando de Greve nos Centros de Amargosa e Santo Antonio de Jesus








Fotos - Reunião com o Reitor




Fotos - Reunião na Reitoria






Fotos - Mobilização em Cruz das Almas










segunda-feira, 22 de agosto de 2011

CARTA ABERTA


Nós, estudantes e docentes da Pós-Graduação em Educação do Campo e Desenvolvimento Territorial do Semiárido Brasileiro, do Centro de Formação de Professores – CFP/UFRB (Campus Amargosa), manifestamos através desta carta o apoio do curso à paralisação coletiva dos servidores públicos federais desta instituição. Reforçamos a denúncia levantada pelos funcionários que encampam a greve explicitando a situação de precariedade frente a redução dos direitos trabalhistas por conta da terceirização dos serviços e não abertura de concursos públicos para provimento de cargos e substituição de aposentados, além dos mais baixos salários do serviço público federal constantes nesta categoria e a ausência de isonomia salarial e benefícios que garantam a qualidade na prestação de serviços com vistas à consolidação de uma universidade de referência nacional e internacional em qualidade de ensino.
Assinam esta carta educadores e gestores de instituições públicas de ensino e integrantes de diferentes movimentos sociais da Bahia, Piauí e Paraná abaixo relacionados, bem como, a coordenação do curso.
 Articulação do Semiárido (ASA)
Comissão Pastoral da Terra (CPT)
Pastoral da Juventude Rural (PJR)
Coordenação Estadual dos Trabalhadores Acampados, Assentados e   Quilombolas da Bahia – (CETA)
Fundação de Apoio aos Trabalhadores Rurais e Agricultores Familiares da Região do Sisal e Semiárido da Bahia (Fatres)
Federação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf)
Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado da Bahia – (Fetag- BA)
Grupo Ambientalista da Bahia – (Gambá)
Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA)
Movimento das Comunidades Rurais de Fundo e Fecho de Pasto Movimento pela Terra e Cidadania (MCT)
Movimento de Organização Comunitária (MOC)
Rede de Educação do Semiárido Brasileiro (Resab)
Professores e gestores das Redes Municipais de Ensino
Escolas Família-Agrícolas  - EFA’s
Silvana Lúcia da Silva Lima – Coordenação/docente
David Romão Teixeira – vice Coordenação/docente
Fábio Josué - docente
Amargosa, 22 de Agosto de 2011
UFRB - Pós Graduação em Educação do Campo e Desenvolvimento Territorial do Semiárido Brasileiro - http://www.ufrb.edu.br/educampo
"A cabeça pensa onde os pés pisam."  [Paulo Freire]

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Nota pública em defesa da autonomia universitária




NOTA PÚBLICA
 
Mais do que uma garantia legal estabelecida na Constituição Federal, a autonomia universitária constitui-se num dos fundamentos em que se apoiam nossas instituições para o cumprimento da missão estratégica de desenvolver o país com justiça social.
O desrespeito a esse fundamento por meio de iniciativa conduzida em nome das universidades sem o devido consentimento de seus reitores representa uma inaceitável rejeição do princípio da autonomia como valor institucional de primeira grandeza.
Com essa compreensão, a Andifes manifesta seu completo desacordo com a decisão da AGU em indicar, sem prévia consulta, um grupo de universidades federais como requerentes de recente ação movida contra entidades de representação de servidores universitários.
Interferências na autonomia reduzem a capacidade de atuação das universidades federais no sistema nacional de educação, obstruem suas vias de democracia interna, dificultam a interlocução com outros órgãos da administração pública e impõem à Andifes a necessária reflexão pela busca de instrumentos institucionais que impeçam a repetição de episódios de mesma natureza.

Brasília, 17 de agosto de 2011.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Nota do Comando Local de Greve ao ato de matrícula

Neste momento importante da greve, encontramos muitos dos nossos colegas efetuando a matrícula dos estudantes no prédio do CCAAB, em total desrespeito ao que foi deliberado em reuniões e assembleias. Encontramos gerente técnico, estagiários, chefe de núcleo e outros servidores trabalhando em mutirão para viabilizar o processo de matrícula, sem ao menos informar ao Comando Local, inclusive alguns casos caracterizando desvio de função.

Lamentavelmente fomos informado que o fato também ocorreu no CCS, CETEC e CAHL. Aproveitamos a oportunidade para parabenizar os colegas do CFP que de forma unificada e coletiva aderiram totalmente ao movimento não procedendo a efetivação da matrícula.
É válido ressaltar que a GREVE CONTINUA, até o presente momento a ASSUFBA e a UFRB não foram notificadas da decisão liminar, e somente após a citação processual começaremos a atuar com efetivo de 50% dos servidores em escala, decidido em Assembléia do dia 11/08/2011.

Reiteramos a importância da participação de todos nas atividades de greve, tendo em vista que nossa luta é justa.


LUTAR SEMPRE!!!


Saudações Sindicais,

Comando Local de Paralisação Coletiva de Serviços dos Técnicos Administrativos da UFRB

terça-feira, 16 de agosto de 2011

CALENDÁRIO DE ATIVIDADES DO COMANDO LOCAL




16/08
Terça-Feira
17/08
Quarta-Feira
18/08
Quinta-Feira
19/08
Sexta-Feira
Reunião do comando às 09:00h para informes nacionais e locais e discussão acerca da provável escala de 50%

09:00h: reunião do comando no saguão do prédio da administração central
Ato em frente à reitoria da UFBA (SSA) com saída às 06:30h, da sede da seção local da Assufba (Cruz das Almas - BA)*
Plantão do Comando na sede da seção local da Assufba


* Os servidores interessados deverão encaminhar seus nomes por e-mail até amanhã (17/08) às 12:00h, para confirmação do transporte.

Obs.: Lembrando que todos os técnicos administrativos fazem parte do comando local de greve, desde quando compareçam.


Saudações Sindicais,



Comando Local de Paralisação Coletiva da Prestação
                                            Serviços dos Técnicos Administrativos da UFRB

Fotos - Caravana Brasília
















Fotos - Apitaço





Reunião do Comando Local





Fotos - Assembléia UFRB